Pesquisadores unificam propostas para áreas afetadas pela lama no Rio Doce

Publicado em 1º de Junho de 2016

Mais de 60 pessoas, entre professores e técnicos de órgãos ambientais, estiveram reunidas no dia 1º de junho, no auditório do Programa de Pós-Graduação em Física, no campus de Goiabeiras, para elaborar uma proposta conjunta de pesquisas e ações a serem desenvolvidas nas áreas afetadas pela lama da Samarco. A proposta será encaminhada ao Comitê Interfederativo para Acompanhamento dos Programas de Recuperação da Bacia do Rio Doce, no dia 6 de junho, em Brasília.

Os dirigentes e representes dos órgãos ambientais – Seama (Secretaria de Estado de Meio Ambiente), Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) – ressaltaram o quanto está sendo importante essa parceria com a Universidade.

Após a apresentação do Plano de Ação elaborado pelo Iema, os professores da Ufes e seus grupos de pesquisa, juntamente com os técnicos dos órgãos ambientais, se reuniram para analisar as propostas do Plano e, de acordo com as suas áreas de conhecimento, apresentarem aos coordenadores das áreas da Rede Ufes-Rio Doce as suas considerações.

O objetivo, segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Neyval Costa Reis Junior, “é tornar o Plano mais robusto para que possa dar ao conjunto das ações e metas estabelecidas as condições de exequibilidade”. Caberá aos coordenadores das áreas Socioambiental e Meio Físico e Biótico redigirem o texto final que será encaminhado ao Iema.

Rede

A Ufes vem atuando desde os primeiros momentos da notícia do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, mobilizando seus pesquisadores, professores, estudantes e servidores em ações de curto, médio e longo prazo. Na mesma semana da tragédia ocorrida no dia 5 de novembro de 2015, o reitor Reinaldo Centoducatte e a vice-reitora Ethel Maciel convocaram os pró-reitores e diretores de centros para uma avaliação de como a Universidade poderia atuar, e em que frentes.

A efetivação das ações teve início em 13 de novembro, quando a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG) convocou todos os grupos de pesquisa da Ufes que tivessem alguma atuação na região. A partir da resposta de dezenas de pesquisadores foram criadas duas frentes de trabalho envolvendo ações de pesquisa e de extensão: uma com maior ênfase nas questões socioambientais, e outra para aspectos físicos relacionados aos rejeitos advindos do rompimento da barragem em Mariana. 

A criação da Rede Ufes-Rio Doce tem, portanto, o objetivo de ser um espaço permanente de intercâmbio de estudos, discussões e ações que visem a reparação e a compensação aos estragos sociais, ambientais, culturais e econômicos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, no município de Mariana.

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